domingo, 24 de maio de 2009

Não sei...

Os doces poetas morrem de amor, de solidão

Morrem de ulra-romantismo

Precisaram de motivações em suas vidas

E de suas dores, brotaram as palavras

Mais lindas dos seres

Aqueles especiais e doces poetas

pessoas frágeis

Com almas inquietas, sedentas de palavras

Seus lamentos percorrem gerações

Suas preces e murmúrios nos fazem sonhar

E suas vidas nos fazem querer viver e morrer

Tão cedo como o nascer do sol

Nos fazem invejar

E imaginar se eram crianças normais

Que gostavam de brincar, pular e sorrir

Se já nasceram exalando poesia em suas vidas

Se as palavras fervilhavam já tão cedo em seus corações

E como eram esses corações

Qual a sua maneira de amar, com a qual podiam viver

E sem eles se foram, crescendo lágrimas

Onde antes havia a coisa mais viva: a palavra, sempre palavra.

3 comentários:

Anônimo disse...

Lindo poema em homenagem aos poetas que fazem das palavras seu instrumento de criação, que as transformam e as reinventam e ao fazê-lo, acabam por reinventar o próprio mundo.

Parabéns! =)

Rafael Oliveira disse...

Reinventar... até nos poetas esta palavra, que será a mais importante neste século para a humanidade frente aos desafios modernos, ela chegou!

Muito bom poema Érica.

cheers.
Rafito.

victor disse...

bem escrito!