domingo, 28 de janeiro de 2024

Muda-se o tempo

 O que meu novo Eu diria para aquele Eu de lá atrás? Que a chance de tudo dar errado era grande, e muita coisa deu errado mesmo. Só que muita coisa também deu certo. E isso é o suficiente? Não é. Não para mim, mas não trago nada de especial nisso. Eu achava que hoje teria certeza do que quero, certeza das decisões passadas e recentes, mas não tenho. É possível que os outros compreendam? É possível, mas a maioria não vai entender e se fazer juiz de todas as verdades. Mas por que me preocupo com isso? Porque minha vida depende da decisão de outras pessoas e eu queria mudar isso. Viva 2024.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Liga das Florestas

Muito se fala em desmatamento, degradação do meio ambiente, efeito estufa, mas em meio a isso tudo o que realmente fazemos para contribuir com estes ideais? 

O Greenpeace lançou uma campanha bem bacana que resolvi compartilhar aqui no Blog. Chama-se Liga das Florestas. 

"A Liga das Florestas precisa de heróis. A fauna e a flora brasileiras estão em risco, e com elas o futuro do Brasil. Mas você pode ajudar a salvá-los. O Greenpeace lança, com outras organizações, um projeto de lei popular pelo desmatamento zero de nossas matas. Ao assinar a petição no site, e ao compartilhar e estimular seus amigos a fazerem o mesmo, você acumula pontos, ajuda a proteger um dos bens mais preciosos que o Brasil possui e ainda ganha prêmios. Participe!"¹

Para ajudar na campanha, vá até o site http://www.ligadasflorestas.org.br e assine você também.

Fonte: www.ligadasflorestas.org.br
"Juntos podemos levar para o Congresso uma lei popular pelo fim da destruição das florestas. Entre na Liga das Florestas. Assine, compartilhe, ajude a salvar a flora e a fauna nacionais e participe da construção de um futuro verde para o Brasil."²


domingo, 11 de novembro de 2012

O despertar da primavera-Se fodeu!

Domingo de sol!
Gostaria de compartilhar esse vídeo de um musical que gosto muito: O despertar da primavera.
Já havia postado aqui no blog sobre esse musical antes.
Veja em http://www.noveideias.blogspot.com.br/2010/01/o-despertar-da-primavera.html


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sinfonia Orgânica



Há tempo não escrevo aqui. Sim, estava com saudades do blog. É um boa janela para trocar ideias, pontos de vistas e compartilhar coisas de maneira menos superficial. Coisas tão simples e cotidianas como o fato de roncar.

Tenho um irmão que ronca. Infelizmente ainda dividimos quarto e tenho que aturar, o que me motivou a escrever. Como é horrível ter alguém em casa roncando. É o tipo de ruído que não deixa você dormir, parece que vem lá do seu subconsciente e emana para todo o seu corpo, e termina sempre nos seus ouvidos. Parece uma dor de cabeça agonizante.

Recentemente, Cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison divulgaram os resultados de testes indicando a probabilidade das pessoas que roncam muito ou têm problemas respiratórios graves, possuírem cinco vezes mais chances de morrer de câncer. Segundo os pesquisadores, isso pode ser explicado pelo “suprimento inadequado de oxigênio durante a noite nos pacientes com o problema”. (Clique aqui e veja o artigo publicado pela BBC Brasil).

O homem do ônibus dorme desse jeito.
No ônibus que geralmente pego para ir ao trabalho também há um homem que ronca. Ele sempre senta na cadeira reservada ao acompanhante de cadeirantes e fica lá com seu óculos escuro, com a cabeça encostada vidro, boca aberta e dormindo. Não chega a cinco minutos de viagem e já se pode escutar o seu aviso sonoro... zzzZzZZzzzZzzZZZzz

O fato é que quem ronca geralmente não acorda e não se dá conta que o faz. E ainda duvida da sua palavra quando é acusado: “Eu? Eu não ronco!”. E o mais engraçado, quem ronca sempre é o primeiro a dormir, e com sorte você dorme. Ou não.

Não quero fazer disso aqui mais um depoimento adolescente – até porque já não tenho mais idade para tal - e, na verdade, pensei em fazer um manifesto até pela liberdade que nos dá. O manifesto é livre, não é um abaixo assinado, apesar de originalmente requerer as assinaturas dos autores do texto, e no fim de tudo uma declaração de intenções. Mas acho que é melhor parar por aqui, pois minha intenção é fazer uma grande besteira quando estou tentando dormir todas as noites e não consigo. (Risos).

Ao som de Green Day – “When I come Around”

sábado, 9 de junho de 2012

O Mistério do Quarto 313


“Em um luxuoso hospital da cidade, um intrigante mistério pairava no ar. Havia um quarto que sempre recebia pessoas em recuperação, seu número era 313. Era um quarto tranquilo, bem ventilado e de fácil acesso caso houvesse alguma emergência. Os mais ricos e poderosos preferiam deixar ali os seus ‘doentes’ em vez de tê-los em casa. Com o tempo, perceberam que todos que ali permaneciam, morriam. E sempre as sextas-feiras...
Muitos familiares, indignados com a situação, resolveram procurar as autoridades e denunciar médicos e enfermeiros por cometerem os homicídios.  - Não há nenhum assassino aqui, cuidamos de pessoas e não lhes tiramos a vida! – Garantiu o diretor ao delegado. De fato, não havia provas, apenas hipóteses, pensou ele. Poderia haver forças sobrenaturais agindo ali?
O delegado, muito mais curioso do que interessado em resolver o caso, decidiu instalar câmeras para vigiar o quarto 313 no dia em que algum doente estivesse hospedado novamente. Por sorte do quarto, ou azar do delegado, naquela semana, não houve doentes ali, e o que lhe restou foi esperar mais uma semana.



Quinta-feira. O delegado reuniu sua equipe em frente aos televisores instalados no quarto ao lado, e, antes da meia-noite, já estavam lá com todo o esquema de revezamento para aquela grande noite. Durante toda a madrugada, nenhum movimento foi registrado, e ouvia-se apenas o barulho do respirador funcionando.
Até que às 7 horas da manhã, a porta do quarto se abriu, e a equipe dormia.  Somente às 07h50min, um dos agentes despertou com um sussurro abafado de socorro, o último suspiro de uma vida. O agente apressou-se em acordar o delegado, que tratou de correr até o quarto na tentativa de salvá-la.  Era tarde, outro doente sucumbiu. Eles se entreolharam, e a única coisa que lhes restava era voltar às gravações e ver o que sucedera.
Ao chegarem às 7h, viram que a porta se abrira. Dona Lucinda, uma senhorinha que ainda trabalhava no hotel para complementar a medíocre aposentadoria que recebia do governo após trabalhar durante toda sua vida, entrou no quarto puxando o seu aspirador de pó com rodinhas. Ela era meio surda, já não tinha visão periférica e falsificou os exames médicos de admissão, pois achava-se plenamente capaz de realizar o trabalho.
Obviamente Dona Lucinda precisava se apressar para terminar o serviço e só via como fazê-lo com a ajuda de seu mágico aparelho. Só havia ali uma tomada disponível em todo o quarto, desconectou o fio que já estava ali e ligou o aspirador de pó. Finalmente, encontraram a resposta para o mistério do quarto 313.”
Esta história foi contada pelo meu pai, Sr. José, que começou a falar do nada enquanto eu estava no quarto. Acredito que por ser um daqueles que não se conforma em estarmos super concentrados em frente as telas dos computadores. Ela foi contada por ele em um treinamento de reciclagem para eletricistas de sua empresa, com objetivo de alertá-los sobre os pesquenos detalhes que fazem grande diferença durante o trabalho que desempenham. Achei simples, desconexa para o Blog e despretensiosa ao mesmo tempo, mas resolvi contá-la a vocês também.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Anatomia de Gray

Teresina, Piauí. Não é bem sobre a cidade que vou escrever, mas estive por lá durante alguns dias quando finalmente consegui estar de férias pela primeira vez em sete anos no mercado de trabalho. Foram cerca de dez dias de bastante calor (chuva também), viagem de carro pelo litoral, sol, mar, amigos, muitas risadas e vários passeios para conhecer todos os lugares possíveis.

Em um desses passeios bem urbanos, resolvi entrar numa discreta e bem dividida livraria, no principal shopping de Teresina. Eu devo confessar que quase nunca consigo passar em frente a um lugar desses e não entrar nem que seja apenas para olhar e folhear alguns livros, mesmo que eu não leve nada. Andei pelo recinto, bem aconchegante por sinal, com mesa e cadeiras para o leitor degustar os livros antes de comprar e me deparei com um livro que me chamou muito a atenção na sessão de literatura médica...

Anatomia de Gray é o título em português do famoso livro de anatomia do autor Henry Gray, em inglês Gray´s Anatomy. Sim, você devem estar pensando “Esse cara é louco? O título do livro que está na foto é Gray Anatomia e o autor Charles Mayo Goss!!!”. Mas a resposta é não! Acabei usando a foto da capa deste livro, apenas contar a fato de um livro me remeter a um seriado que gosto bastante, chamado “Grey´s Anatomy”.

O drama médico-americano exibido desde 2005, pela rede ABC nos Estados Unidos é um folhetim protagonizado por Ellen Pompeo interpretando a Dra. Meredith Grey, residente do fictício hospital cirúrgico Seattle Grace, em Seattle, Washington, o mais rígido programa cirúrgico de Harvard. A série é focada nela e seus colegas, também internos, mostrando suas vidas amorosas e as dificuldades pelas quais passam no trabalho.

Sua autora, Shonda Rhimes apostou num formato bastante instigante, todos os episódios são iniciados por uma narração da personagem principal, Meredith Grey, cujo conteúdo sempre está diretamente ligado aos conflitos e problemas vividos pelos personagens e claro, o cotidiano de um grande hospital americano. Ao fim de cada episódio, a voz de Meredith aparece novamente, retomando a narrativa inicial do episódio e concluindo com uma boa lição de vida. Suas frases são dignas de citações, e muitos fãs criaram comunidades, blogs e até mesmo sites dedicados às frases mais marcantes. Já ouvi muita gente dizer que sempre se emociona ao final de cada episódio assistido, e isso, para mim, é devido à grande sensibilidade de quem o escreveu, contando fatos e situações da vida real, muitas vezes compartilhado por pessoas comuns, gerando então um processo que chamo de identificação.

Atualmente o público está acompanhando os momentos finais da 8ª temporada e como todo fã, eu também me incluo neste grupo, o desejo de saber se a história continurá em uma próxima temporada aumenta com o último capítulo, onde mudanças significativas acontecem com muitos personagens e a própria história em si.

Para conferir mais detalhes sobre a série, sugiro ler o artigo disponível no Wikipedia, que me parece bem completo, e ainda o Blog feito por fãs brasileiros e apaixonados pela série.

Abraços e até a próxima!

domingo, 6 de maio de 2012

Entre o bem e o mal


Certinho, padre, santo, ingênuo, bonzinho. Já me chamaram assim, várias vezes. E, na verdade, em todas elas acredito que estão me chamando de otário. Afinal, o mundo é cruel e mesquinho não é mesmo? Para vencer, há de ser esperto, ter malícia, não confiar em ninguém, jogar duro com as pessoas, cultivar mais o egoísmo, ter ambição, pensar bem grande. Se não agir assim, desculpa, mas parece que você não tem muita chance neste mundo. Bonzinho só se fode, como dizem. Ou não é bem assim que pensamos?

Olha, não pretendo aqui para fazer uma ode à bondade (embora até devesse). Nem quero me retratar como a laranja boa em meio às podres – nunca sabemos exatamente que tipo de laranja estamos sendo. Mas no momento em que se discute como nunca a intolerância do brasileiro com a corrupção, também é hora de falar das relações de honestidade e solidariedade aqui no mundo dos comuns. As questões que me movem nestes dias são, por exemplo: “O que é ser bom?”, “Por que ser bom?”, “Vale realmente a pena ser bom?”, “O que ganho sendo bom?”, “Pensar no que ganho sendo bom já não anula parte da minha bondade?”.

Me questiono porque cada gesto bom é visto como extraordinário. Fora da ordem. Fora do comum. Sempre fora. Nunca dentro. Dentro da normalidade. Dentro do nosso cotidiano. Dentro de nós. O melhor mesmo é não ser tão bom assim.

Acho que é isso que define um pouco a 'sociedade psicopata' que estamos criando, como disse Arnaldo Jabor na sua coluna de terça-feira (1), em O Globo. O livro “Mentes Perigosas”, de Ana Maria Barbosa, aborda com mais profundidade a psicopatia e aponta exatamente esse ambiente social de poucos valores, obscuro e perigoso, em que devemos estar preparados para passar a perna antes de sermos derrubados, como ambiente perfeito para o êxito dos psicopatas.

O que vejo são pessoas sem empatia, sem sentimentos, pouco confiáveis, egocêntricas sendo o espelho para os outros. Como dizem Jabor e Ana Maria em seus textos, a admiração pelos vilões e o fastio com os bonzinhos nas telenovelas poderia ser um exemplo dessa inversão de papéis. A batalha épica por um assento no metrô seria outro. Avançar o sinal vermelho, mais um.

Atualmente, agir com correção e seriedade é de dar vergonha. Bem visto o que não confia em ninguém. Esse vai longe. Os bons jamais lideram com eficiência. Os bons nunca vão comandar. Ninguém segue os bons. E assim caminhamos. Todos já pensamos (ou continuamos pensando) assim.
Entretanto, se analisamos como a humanidade chegou aqui, vamos perceber o quanto nos apoiamos uns nos outros, o quanto somos seres dependentes do coletivo. Para isso, é preciso um mínimo de confiança e respeito nas relações sociais. Mas nos esquecemos disso. Mesmo que o individualismo nunca tenha produzido nada de tão bom para nós.

E foi exatamente com essa atitude que nos colocamos em situação de ameaça. A natureza é implacável com nosso egoísmo. Uma lição que fazemos questão de jogar fora todos os dias. Não importa se na rua ou na calçada do vizinho. O que vale é se livrar desse lixo que é o compromisso de ser bom. Temo os que têm a consciência limpa demais.

Ao som de “Onde está a honestidade?” - Noel Rosa

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Música & Vida

Música. ♫♪♫

Do grego "μουσική τέχνη" - musiké téchne, a arte das musas. A música é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e silêncio seguindo uma pré-organização ao longo do tempo. É atualmente considerada uma prática cultural e essencialmente humana. Porém, não vim aqui para tratar de conceitos, determinar pensamentos, vim para compartilhar o que ela respresenta na minha vida.

Hoje em dia, música é mais que um conjunto de sons ordenados. Ela é minha companheira nos momentos mais hostis do dia. Promove a minha concentração. Desde os tempos de estudante, sempre ouvia música para estudar para as provas e fazer os trabalhos... e acredite, tirava as melhores notas quando eu o fazia.

Música é cor, pois alegra meu espírito desde o primeiro momento do meu dia. Faz com que meu painel diário, muitas vezes borrado por problemas cotidianos, seja modificado. Por vezes, promove desapego, o encontro de possibilidades, atrai o sorriso dos que me querem apenas bem, muda totalmente a minha face, ainda que eu esteja de mau humor.

Música, hoje em dia, abafa o meu medo de andar na rua à noite, me acompanha até a casa. Ela encerra o meu dia. A cada dia vivido, escolho o fundo musical da minha história. Há dias em que eu quero apenas aquele ruído para me concentrar durante os meus treinos de corrida. Há dias que eu quero apenas sentir a emoção compartilhada pelo intérprete.

Música aprisiona meus demônios, apavora meus medos, traduz os meus desejos, me ajuda a pensar, me acalma, me mantém racional. Ela me ajuda em furtivas fulgas, me faz crer que não tenho mais as responsabilidades da vida adulta que sempre desejei. Esta, às vezes, é tão monótona... Através da música, vou escolhendo a trilha sonora do meu tempo, colocando estacas nesta linha do tempo, apenas para que eu carregue as lições e as doces lembranças do meu existir. Fica a reflexão feita em um projeto de música eletrônica visto na última rave Open Air em que estive presente: "Música é a essência de cada momento que vivemos. (...) Como seria a nossa vida sem a música?" A minha resposta é simples: triste.

Vamos homenagear a música, conte o que ela representa para você.
22 de Novembro, Dia da Música. We love music. ♫♪♫



Vídeo do projeto "Life is a Loop" gravado na xXxperiencie Rio de Janeiro - 4 de Julho de 2011.

Ao som de 'It will Rain' - Bruno Mars.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A ciência em movimento (des)acelerado


Em tempos onde tudo muda muito rápido (nem sempre para melhor), o movimento slow science vai em posição contrária a essa ideia. A exemplo do que já aconteceu em outras áreas, onde se desenvolveram movimentos como slow life, a favor de uma vida menos agitada, e slow food, a favor de uma alimentação mais lenta, o slow science prega uma desaleração no ritmo da ciência.

Esse movimento se popularizou entre os anos de 2009 e 2010 e tem sido defendido por alguns cientistas pelo mundo. O que se defende não é o retrocesso, nem o retorno ao passado sem tecnologia e comodidade que a ciência nos proporcionou ao longo das últimas décadas. O que se defende é o desenvolvimento da ciência útil e coerente,em contrapartida ao que se vê por aí, onde cientistas publicam trabalhos irrelevantes, sem perspectiva e utilidade, apenas para gerar números. Em alguns casos, até se reduz o tempo das pesquisas e do prazo para a geração dos resultados com o objetivo de se publicar mais e mais.

Eu sou a favor do movimento, mas acho que o slow science provoca uma desconfiança na comunidade científica, uma vez que os cientistas não querem se comprometer a desenfrear suas pesquisas sem a garantia de que os outros farão o mesmo. É uma questão de guerra científica, mesmo.

O fato é que hoje em dia se tem publicado muito mais em revistas científicas (acadêmicas ou não) em todo o mundo, com um destaque para o número de publicações no Brasil. No entanto, há que se questionar a qualidade e a validade dessas pesquisas, pois se não corremos riscos. Parece que a disputa é muito mais pela quantidade do que pela qualidade. E isso é incentivado pela comunidade científica internacional, uma vez que as fontes para as pesquisas advem de órgãos de fomento gorvenamentais ou não, ou empresas privadas. Para conseguir financiamento para os projetos, é necessário ter certo número de publicações e isso favorece o desenvolvimento, muitas vezes, da ciência sem valor.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Tudo muda, eu mudo.

Estou me afastando das coisas que não fazem mais sentido,
Daquilo que não me ajuda a crescer,
De todos que não me acrescentam,
De tudo que me faz sofrer.

Estou praticando o desapego,
Vivendo os dias mais intensamente,
Me importando mais com a qualidade destes,
Deixando as pequenas diferenças de lado,
Ignorando as coisas que me desviam o caminho.
Estou me afastando de tudo que não é honesto
[apesar de ser difícil neste mundo],
De tudo aquilo que não é sincero,
Daquilo que é superficial.

Estou viajando em vários planos,
Indo a lugares que não fui,
Mudando atitudes,
Semeando ideias e colhendo revoluções,
Ainda que estas sejam apenas minhas.
Estou impondo limites,
Acabando com uns e expandindo outros.
Não estou deixando de ser quem eu sou,
Apenas tentando fazer diferente o que já não dá mais certo.

Ao som de "Chasing Pavements" - Adele

terça-feira, 10 de maio de 2011

A minha Salvador!

Salvador, Bahia. Uma das cidades mais antigas do Brasil. Com suas belas paisagens, suas milhares de igrejas, sua cultura bastante particular e influenciada principalmente pela cultura africana. Tive o prazer de desfrutar apenas dois dias dessa encantadora cidade do nordeste, mas que, particularmente, me valeram como quatro ou cinco dias.

Além das praias que se encaixam de maneira tão suave e natural ao mobiliário urbano, fui a alguns pontos turísticos: o Cristo da Barra, o Elevador Lacerda, a Praça da Prefeitura, assisti a uma peça sobre a amizade no Teatro Castro Alves, e fui a outras tantas praias, caminhei pelas vielas do pelourinho [o famoso pelourinho!], só não comi acarajé por ter alergia a camarão. O Mercado Modelo é obrigatório para quem deseja comprar coisas típicas locais, como recordação da viagem.

Fiquei em um albergue, num quarto coletivo. Nunca deixei de falar português durante tanto tempo na minha vida. Aliás, está ratificado - por mim - que a melhor maneira de se aprender outros idiomas é viajar e ficar hospedado em albergues [hostel, em inglês]. Conheci gente de vários países já no café da manhã: Argentina, Chile, Estados Unidos, Alemanha e Espanha. O que resultou na troca de experiências e impressões, que enriqueceram bastante o meu fim de semana.

O clima da cidade é bastante parecido com o do Rio de Janeiro. Faz calor, é úmido e tem belas paisagens. As pessoas em geral são bastante simpáticas e receptivas. Os motoristas de ônibus são bastante tranquilos. Eles indicam sempre os lugares onde se deve saltar e, se for o caso, param fora do ponto para tal. Mas fui informado de que eles só fazem isso se você for um turista. Se for nativo, nem pensar!

Apesar de ser conhecida como a cidade do carnaval e do ‘Axé’, não escutei este tipo de música nos lugares que fui para comer ou mesmo que estive de passagem. Aliás, não escutei qualquer estilo de música local e não sei se isso me fez falta.

A única coisa que me incomodou bastante foram os ambulantes em pontos turísticos como o Elevador Lacerda. Com suas abordagens agressivas, eles tentam forçar o visitante a comprar pulseiras e cordões artesanais. E se nós brasileiros não gostamos deste tipo de coisa, imaginem os estrangeiros. Aqui vai uma crítica: dá para entender o porquê de a cidade ter perdido o posto de cidade mais visitada do país.

Eu não vivenciei todos estes problemas a seguir, mas muitas pessoas com as quais tive contato reclamaram primeiro da falta de organização da Orla, da sujeira nas ruas, da qualidade – ou ausência dela – do transporte público e a falta de investimentos na cidade, principalmente na parte de infraestrutura. Bom, mas o post de hoje não tem o enfoque político. Só não queria deixar de abordar este item para fomentar os comentários daqueles que visitaram/ão a cidade ou moram nela. Nem vou citar aqui a questão do aeroporto... prefiro.

Por fim, faço jus à companhia dos meus amigos Gabriel e Renato, ambos foram muito bacanas ao me apresentarem a cidade com um olhar de quem vive nela, e claro, passear por vários outros lugares. E por último, vou confessar que fiquei apaixonado por aquele cenário a minha volta, a ponto de querer viver naquele fim de semana inesquecível para sempre. Sinto como se tivesse traído o meu belo Rio de Janeiro...

[Ao som de “El Espejo” – Maná]

Colaboração: Rafael Barbosa

Foto de Gabriel Farias, tirada no Cristo da Barra - Salvador/BA.

domingo, 1 de maio de 2011

Beatles Revolver






Estou de volta para falar um pouco sobre a maior banda de todos os tempos. No dia 06 de Agosto de 1966 foi lançado o 5º álbum dos Beatles, Revolver. Esse álbum, em minha opinião, é um pouco obscuro e tem um tom misterioso, pois marca a adesão da banda a psicodelia e a maior participação de George Harrisson, meu beatle preferido.
Em 2002 o álbum foi eleito pela revista Rolling Stone o maior álbum de todos os tempos, à frente até de Sgt Peppers, que também discordo que seja o melhor. Meu preferido é difícil de escolher, mas eu gosto muito de Help! e Abbey Road, apesar de minha canção preferida dos Beatles, Something, está no Álbum Branco.
Para mim, a melhor canção desse álbum é Eleanor Rigby, composta por Lennon-McCartney, seguida de I want to tell you.
A capa do álbum é bem diferente dos antecessores, com uma espécie de caricatura, muito marcante, por sinal, do quarteto. Eu nunca tinha percebido que entre os rostos do desenho havia fotos deles e inclusive um desenho pequeno, mas com o corpo incluído, como se estivessem se escondendo. Sempre é tempo de se surpreender com Beatles! Ah...!
A gravação foi feita entre os meses de abril e junho e estendeu a turnê pela Alemanha e Japão, que marcaria a última apresentação ao vivo da banda. A partir daí se tornaram músicos de estúdio, o que envolveu muitas discussões internas entre os membros. Segundo Paul, ele era o único que queria voltar a tocar em público. Após o lançamento do 6º álbum, o Sgt Peppers, eles passaram um tempo na Índia, sob a tutela de um guru, mas após um certo tempo e atritos internos, eles retornaram, numa onda de confusão para não serem mais os mesmos.




quinta-feira, 14 de abril de 2011

O tempo para sim!


Tempo para se fazer o que se quer... É raridade. Um dia passa como uma hora. A hora como minuto. E nossa vontade não fica com um segundo sequer. Taí. Esse é um dos privilégios de um turista: o poder de administrar o tempo, ou boa parte dele.

Em Buenos Aires, no verão, até o mais impontual dos brasileiros – e sabemos que são muitos – tem a sensação de que tudo está dentro do previsto. O Sol nos brinda com nada mais do que 13h, 14h de luz e calor. Nada como pensar, às 21h, que ainda é cedo. Evidentemente, um saboroso engano.

No entanto, esta cidade portenha é mais que o dia. Ela é, principalmente, a noite. Os próprios nativos garantem. Não que revele beleza impactante. Muitas vezes, as ruas vazias após às 22h parecem frustrantes, sinistras. Porém, logo um taxista explica: “Nessa época, muitos argentinos viajam para o interior ou para as praias”. Comprovado, inclusive por outras fontes mais confiáveis – nada contra taxistas.

Na TV, rodoviárias lotadas de malas e gente deixando a capital. Parecem ceder-nos espaço. E precisamos mesmo. Para onde se vai, principalmente, a falada Calle Florida, brasileiros entopem galerias e lojas e agitam os mercados formal e informal. Nada como sentir-se quase em casa. E em lugar aparentemente improvável.

Contudo, percebe-se aspectos marcantes da personalidade local. Monumentos não nos deixam esquecer que estamos num país que preserva sua memória. De muitas estátuas e bustos em homenagem aos heróis da Revolução até a pequena Mafalda, famosa personagem de quadrinhos, eternizada num pequeno banco em uma esquina no bairro de San Telmo.

Na última e fria madrugada vivida na cidade, pude fazer uma visita a ela, sempre sorridente e alegre. Contraste com as sérias pichações políticas que tomam conta dos muros, das bancas, das vias, dos monumentos. Além das faixas de protesto. Bonito ou feio, é um sinal dos tempos... atuais e antigos.

As avenidas extremamente largas, cortadas por pequenas ruas, que mais parecem becos. De La Boca à Recoleta, o choque entre cenários "suburbanos" e refinados, respectivamente. Muitos poderão dizer que tudo isso está em qualquer grande cidade. Não discordo.

Mas há algo diferente lá. O choque do moderno com o velho me deixou uma indecisão. Diversas vezes, afirmei: “Parece uma cidade dos anos 90, com suas Mirindas e 7UPs”. Será? A bebida certamente não é um critério justo. No entanto, para quem quer esquecer da vida, parar o tempo e se divertir, Buenos Aires cumpre seu papel. O atraso da noite é certamente um charme a mais.

Foto: Plaza de Mayo (Autor: Rafael Barbosa)

Leia também: "El primer vuelo en buenos aires"

domingo, 27 de março de 2011

As 1001 faces de um 'Pessoa'


Como sempre, a parte cultural da minha vida me faz escrever novamente. E não foi diferente neste domingo, quando resolvi fazer um passeio deste tipo na companhia ilustre da minha mãe. Nossa intenção era ir à outra exposição, mas não vou citá-la aqui para não perder o foco. No entanto, tenho que destacar que como a fila estava dando voltas no quarteirão do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), fomos ver e nos surpreender com uma exposição magnífica em outro lugar...

O poeta português e suas várias faces são mostrados na Exposição "Fernando Pessoa - Plural como o Universo". Estive lá e só tenho a dizer que vale muito à pena prestigiar a mostra, pois está ao mesmo tempo surpreendente para quem já é familiarizado com a Obra do escritor e bem acessível pra quem não o conhece.

Logo no início, o visitante é apresentado ao escritor e suas várias personalidades. Alberto Caeiro, o poeta da natureza; Ricardo Reis, médico e discípulo de Caeiro; Álvaro de Campos, engenheiro de educação inglesa e origem portuguesa, e Bernardo Soares, do "Livro do Desassossego". Em meio a estas personas, raridades bibliográficas, como a primeira edição do livro Mensagem, o único publicado em vida por Fernando Pessoa, e os primeiros números da revista Orpheu, marco do modernismo em Portugal, podem ser encontradas ao longo do circuito.


A exposição conta com recursos que ajudam a ilustrar a Obra do autor. Um deles são os projetores dentro de várias espécies de cabines que possibilitam ao visitante ler seus poemas, os quais são divididos geralmente em oito partes e que vão sendo passadas com o movimento da mão a frente da projeção. A tecnologia promove a leitura mostrando trechos dos textos de Pessoa em dois grandes tanques virtuais de areia, que após certo tempo são apagados pela água do mar. Entre eles, há um grande pêndulo que segundo a curadoria da exposição, representa o tempo e faz parte da concepção cenográfica da exposição.

Há ainda a exibição de dois vídeos com pessoas em meio à multidão na cidade, recitando Pessoa, onde podemos sentar e apreciar com mais calma. O som alto e as palavras do escritor despertaram em mim curiosidade e provocaram reflexão. Em outro trecho do circuito, há uma sala onde mais trechos da Obra de Pessoa podem ser lidos apenas com a ajuda de espelhos, tudo isso com o som ambiente das ondas do mar.

Vocês podem conferir a exposição que está em cartaz no Centro Cultural dos Correios - Rio de Janeiro até 21 de Maio de 2011, de terça a domingo das 12h às 19h, na Rua Visconde de Itaboraí, 20, no centro do Rio (atrás do Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB) com entrada franca.

Quem for, peço que deixe aqui comentários de suas impressões e sensações durante a visita.

Aproveitem e um grande abraço!

(Ao som de “Cupido” – Maria Rita)

Foto: Rafael Oliveira – celular / Fonte de informações e horários: site do Centro Cultural dos Correios – Rio de Janeiro.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

El primer vuelo en buenos aires


Trabalho, estudos, futuro... Por uma semana, os compromissos com o que chamaria de 'vida real' ficaram de lado. A primeira grande sensação deste quase sonho foi estar acima das nuvens. Depois de toda uma vida me questionando como seria estar, durante algumas horas, a quilômetros do chão e a centenas de quilômetros por hora, entrei num avião. Evidentemente, as primeiras impressões não impressionam (com o perdão da redundância). Porém, logo percebi a força das turbinas, que impulsionaram e inclinaram todo aquele metal.

E ao subir a ladeira imaginária, enfim as primeiras e surpreendentes imagens daquele lindo fim de tarde... inesquecível. Com o Rio de Janeiro ficando para trás, a ansiedade seria uma constante companheira de viagem. Finalmente, chegou o voo de cruzeiro. Hora de soltar os cintos de segurança e buscar o toilet mais próximo - não deveria ter bebido 500ml de refrigerante antes de embarcar. Não demoraram a aparecer os primeiros constrangimentos. A aeromoça podia ter percebido que havia alguém dentro do toilet. Tudo bem. Já estava lavando as mãos mesmo. Nada, no entanto, que me fizesse escapar do constrangimento ao encontrar do lado de fora algumas comissárias de bordo com um sorriso no canto da boca. Não necessariamente malicioso, por favor.

De volta ao lugar, aproveitava cada minuto para observar a asa esquerda da aeronave. No entanto, nem o olhar fixo me fez encontrar a resposta para a pergunta que me fazia em terra. Os mais experimentados podem até justificar por meio da Física, da Aerodinâmica... Mas o voo de um avião – tão inacreditável, incrível – merece uma explicação mais encantadora.

Tão encantadora quanto assistir ao pôr do sol a milhares de pés do solo. Tão encantadora quanto ter como primeira imagem de Buenos Aires o panorama de uma cidade bem planejada (pelo menos quando vista do alto) e iluminada. Quadras, estradas, avenidas, edifícios, casas. Tudo em miniatura. E a linda combinação entre a Lua e o céu escuro e a iluminação alaranjada lá embaixo?... Em minutos, veio o anúncio do piloto: “Vamos pousar”. Após tocar o chão, aplauso dos passageiros. Merecido, após 2h30 no ar.

Já pisando em chão portenho, não me sentia em um lugar diferente. Me perguntava quando finalmente me daria conta de que estava em terra estrangeira, em outro país. Nem mesmo o vento frio era uma pista. A enorme quantidade de brasileiros, o português e a discussão na fila da imigração sobre o último capítulo da novela das nove quase me convenceram de que ainda estava em casa. As publicidades e as placas do aeroporto em espanhol, ainda bem, não permitiram.

Com carimbo no passaporte e bagagem já na mão, era hora de ir ao hotel, onde passaria pouco tempo naquela noite do dia 14. Afinal, tinha de dar os primeiros passos na cidade. Hora de fazer a ficha cair.

[Ao som de "La Cumparsita", Juan D'Ariezno y Su Orquestra]

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Estrada para 2011


Há muito tempo sem passar por aqui, há muito tempo sem escrever. Estou até escrevendo direto na página de postagens, coisa rara, porque sempre me perco. Mas agora vai assim mesmo. Bateu a vontade de escrever depois que li um blog perdido nesse ciberespaço companheiro. Hum... companheiro? Não sei se é companheiro bom ou ruim, às vezes está mais para estrada de perdição e faz até com que meu coração fique bem pequenininho (nossa! quanto tempo que não escrevo a palavra pequenininho!). Ás vezes me abre um mundão assim, ó, cheio de oportunidades. Ás vezes não tenho vontade nem de lembrar que isso aqui existe.
Esse ano não foi bom. Definitivamente. Não só olhando pra dentro de mim, mas olhando para o mundo. Alguns desastres naturais, outros desastres sociais e uma perda para a ciência. É triste. Espero então, com aquelas promessas de fim de ano, que o próximo ano seja melhor. E estou sentindo que será melhor, coisa que não senti ano passado. Estou apontando para a fé e remando. Só isso. Feliz 2011 para todos. E que eu passe mais por aqui.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

RELIGIÃO E VOTO

Neste vídeo, o apresentador de um programa de uma tv católica levanta questões fundamentais (não se trata SOMENTE de aborto, união entre pessoas do mesmo sexo). Entre elas, a relação do indivíduo que tem fé em determinada doutrina e as leis do país. A relação deste indivíduo e os outros cidadãos.

Não é sermão. É lição de cidadania. A mensagem que fica é: Eleição não é guerra religiosa. Deve-se pensar no bem comum. Vai muito além do que pensa essa candidata ou aquele sobre temas religiosos.

http://www.youtube.com/watch?v=EmBEVi7Vkxo&feature=player_embedded#!

domingo, 3 de outubro de 2010

Para ler (de verdade) e refletir

Se puder ou tiver vontade, leia este artigo, publicado no site do Estado de São Paulo. É para nós refletirmos. É uma excelente contribuição aos cidadãos minimamente preocupados com a democracia e com o direito dos menos favorecidos.

Foi escrito por Maria Rita Kehl.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101002/not_imp618576,0.php

Desculpa pelo incômodo.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Simplificar para quê, né?

Para muitos, já é difícil sair num domingo votar. Ainda mais com os candidatos à (nossa?) 'disposição'. Não satisfeitos, tratam de confundir ainda mais o processo. Antes, Valia o título. Agora, só com com título e documento com foto. De repente, só documento com foto. É. De nada vale o título em 2010 (isso mesmo!). Odeio dizer isso, mas tem coisas que só acontecem no Brasil.

Isso, no entanto, não deve diminuir a importância do voto. Ir às urnas é, ao mesmo tempo, direito e dever. E como tal, deve ser exercido com toda liberdade e clareza. Já espero ansioso os resultados das urnas. Depois de muita polêmica nos jornais e revistas, do céu de brigadeiro e do mundo negro das propagandas eleitorais, dos chatos e frios debates (que favorecem os candidatos de situação) e de muitas, muitas pesquisas, enfim o brasileiro dará sua palavra final.

Existe também a ansiedade lá fora, por conta da disputa presidencial. Mas a chegada do dia 3 de outubro significa, mais do que nunca, alívio. Fica a esperança de quatros de avanço. Eu vou tentar fazer minha parte. Que o Brasil ajude.

OBS: Por que ainda não pensaram em colocar foto no título de eleitor, hein? Francamente… De qualquer forma, levem o título para saber a sua seção eleitoral.

OBS2: Esse Windows Live Writer funciona mesmo. Incrível. Consigo postar sem entrar no blog. Bill mandou bem nessa…

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A 'Moda Obama' no Brasil


Eleições, como parece ser de costume, não cativam muito os mais jovens. Hoje em dia, nem os mais velhos talvez. Até pela falta de um candidato carismático aos cargos do Executivo. De todo modo, é impressionante como a cada horário eleitoral, a qualidade (não me refiro a propostas, ideias) aumenta mais.

As que acompanhei parecem mais documentários. Músicas, fotografias, edições, recursos gráficos, enfim. Os filmes, agora mais do que nunca, dos partidos mais ricos merecem um reconhecimento. Se não dá para convencer com palavras, vamos à imagem e ao som. O apelo à emoção. Provavelmente, um efeito do jeito Lula de fazer propaganda política.

No entanto, o que me chamou a atenção mesmo - e há bastante tempo eu queria escrever isso aqui - é a influência de campanhas estrangeiras, mais especificamente a americana, nestas eleições brasileiras. Além do Twitter, usado por todos os candidatos embora vá ter pouco efeito prático no número de votos, e da arrecadação de recursos pela internet, de pouco êxito até então, é incrivel a semelhança entre as campanhas de Dilma e Obama.

Não só pelo ineditismo das candidaturas (um negro; uma mulher) ou pelo favoritismo. Mas pela logomarca. Alguns outros blogs já devem ter comentado sobre isso e só tive tempo de falar agora. Seria falta de criatividade? Cópia?


Pelo visto, mais do que presidente, Obama virou tendência. É a última moda em fazer campanha. Só que os jovens daqui não aderiram ainda, parece.